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Lead convertido: handoff para o onboarding no escritório
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Lead convertido: handoff para o onboarding no escritório

O sim não basta. No minuto em que o lead vira cliente, feche a captação, passe o contexto mínimo e nomeie quem abre o caso. Sem reabrir a venda na ficha.

Atualizado em 2026-10-28.

Handoff do lead convertido é o minuto em que o "sim" vira caso: a captação fecha, o contexto mínimo passa para quem abre a ficha, e essa pessoa tem nome. Não é um funil novo. Não é o cadastro inteiro. É a passagem, no mesmo dia, para a entrada não ficar órfã até segunda.

O que este guia resolve

"Fechamos." Na segunda a ficha está vazia. O chat não diz qual matéria nem o que foi combinado de honorários. Ninguém sabe quem abre o caso. A operação improvisa e o cliente repete a história.

Os estágios até o sim, o lead sem dono, a consulta que não fechou e a consulta em que a pessoa não apareceu estão em como organizar o funil. A planilha que não acompanha o lead está em CRM para advogados. O cadastro depois do sim está em onboarding de novos clientes e na ficha de atendimento. Este texto é só o elo.

Base legal

As citações foram lidas no Código de Ética (Resolução CFOAB nº 02/2015) e na Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, em 2026-10-28.

O serviço se contrata de preferência por escrito, com objeto, honorários, pagamento e extensão do patrocínio claros (art. 48 e § 1º). O handoff anota o que foi combinado. Não substitui o contrato. O link para assinar, se for o caso, está no guia do contrato pelo celular.

É vedado divulgar lista de clientes e de demandas (art. 42, IV). A lista interna de quem entrou em contato não é essa divulgação. Também não vai para o grupo errado, nem para um status público.

No tratamento de dados, a necessidade limita o que se guarda ao mínimo para a finalidade (art. 6º, III). O handoff leva área, urgência, o combinado em linhas gerais e o próximo passo. Não leva peça, estratégia nem dado a mais "por precaução". O tratamento para procedimentos preliminares de um contrato, a pedido de quem procura o escritório, é uma das hipóteses do art. 7º, V. Este guia não escolhe a base legal de todo o escritório. O encarregado e o contador fecham isso. Aqui o limite é: só o que a entrada precisa para não reperguntar o óbvio.

O handoff não responde consulta jurídica no automático. Quem orienta o cliente continua sendo o advogado.

O que viaja, e o que fica

Viaja pouco.

O estágio muda para convertido. O card sai da captação ativa. Não fica "quase cliente" por semanas.

O contexto mínimo: matéria, urgência, o que foi combinado em linhas gerais (valor ou forma, prazo que alguém prometeu, documento pedido). O bastante para a ficha não nascer muda.

O nome de quem abre o caso. Pode ser quem fechou. Pode ser outra pessoa. Sem nome, o sim não tem dono. "A equipe" não abre ficha.

O próximo passo, um só: abrir a ficha, ou enviar o contrato, ou pedir o documento que falta. A cadeia inteira do onboarding é o outro guia. Aqui a corrente só começa.

Não viaja: relatório da estratégia, peça, lista de outros clientes, áudio longo sem uma linha escrita. O chat pode ser relido. A linha é que a operação abre na segunda.

O que a pessoa do escritório faz agora

No minuto do sim, nesta ordem.

Feche o card da captação. Convertido, não limbo.

Escreva o contexto mínimo no lugar onde quem opera vai olhar. Não só na mensagem de comemoração.

Nomeie quem abre a entrada. Se for você mesmo, no solo, escreva assim mesmo: agora a captação fechou, agora a ficha abre. Os dois momentos no mesmo fôlego, sem a troca marcada, são o retrabalho de segunda.

Dispare esse único próximo passo. Se o passo é o contrato, ele segue o guia próprio, com as frases do art. 48, § 1º. Se o passo é a ficha, os campos da ficha não se inventam no handoff.

Não reabra a venda no meio da entrada. O encaixe comercial já passou. Dúvida de preço volta ao contrato, não a um novo pitch na ficha.

Se quem fechou não é quem opera, os dois leem a mesma linha no mesmo dia. Áudio de "te explico depois" não é passagem.

O sim numa terça

Na terça o cliente aceita patrocínio em primeiro grau, três parcelas e o envio do contrato no mesmo dia. Quem fechou escreve, antes de sair da conversa:

Estágio: convertido. Matéria: a desta causa. Urgência: a que foi dita, sem enfeitar. Combinado: três parcelas, valor no contrato que será enviado. Próximo passo: enviar o link do contrato. Dono da entrada: o nome de quem abre a ficha amanhã se o contrato voltar assinado, ou o próprio nome se for solo.

O card da captação fecha. Não fica "quente" até a ficha ficar completa. A ficha nasce com esses campos, não com o áudio inteiro. O contrato segue o guia próprio, com objeto, honorários e pagamento. O handoff não cola a minuta. Só garante que alguém a envia.

Na quarta, se o contrato voltou assinado, quem foi nomeado abre o resto do onboarding: documentos que faltam, número do processo se já existe, canal do cliente. Se o contrato não voltou, o caso ainda não está "em operação completa", mas o dono da entrada já existe e o card não voltou para o funil. Limbo dos dois lados é o erro.

Solo faz a mesma linha. A diferença é que a pessoa muda de chapéu no mesmo dia e escreve isso, para segunda não depender de memória.

O que não entra nessa linha: nome de outros clientes, estratégia, peça. O art. 6º, III, e o art. 42, IV, continuam valendo na pressa do sim.

Quem abre a ficha na quinta lê essa linha e não a conversa inteira. Se a linha não responde matéria, combinado e próximo passo, o handoff não aconteceu. Aconteceu comemoração. O funil, a falta de retorno e o não comparecimento continuam no guia do funil. Não se reabrem aqui para aproveitar que o cliente ainda está no telefone. A ficha de atendimento recebe o que a linha já tem. Não recomeça a entrevista do zero. Sem a linha, a quinta vira a mesma conversa da terça.

Erros comuns

Deixar o lead aberto misturado com cliente. O quadro mente e a prioridade quebra.

Onboarding sem nome. "Alguém cadastra" é a mesma fila órfã, agora depois do sim.

Celebrar e improvisar na segunda: ficha pela metade, número digitado na pressa, conversa sem vínculo.

Passar estratégia e dado a mais no handoff. O art. 6º, III, pede o mínimo. O art. 42, IV, veda lista de clientes e de demandas para fora.

Tratar o handoff como consulta respondida por mensagem automática. A orientação é do advogado.

Reabrir o funil inteiro neste minuto. Estágios, falta e não comparecimento estão no guia do funil. Aqui o card só fecha.

Perguntas frequentes

Quem trabalha sozinho precisa disso?

Precisa marcar a troca. Sem segunda pessoa, o risco é comemorar e abrir a ficha só na semana seguinte, de memória. A linha escrita no dia do sim é o handoff.

Handoff substitui o onboarding?

Não. Ele entrega o contexto e o nome. Cadastro, documentos e carteira estão no guia de onboarding e na ficha. Sem o elo, esses guias começam do zero.

E se quem fechou não opera o caso?

Os dois leem a mesma linha no mesmo dia: contexto mínimo, nome de quem abre, próximo passo. Áudio não substitui a linha.

O que não pode ir nessa passagem?

Peça, estratégia e dado além do necessário (art. 6º, III). Lista de clientes para fora está vedada (art. 42, IV). O interno fica na ficha.

O contrato nasce neste minuto?

O combinado se anota. O contrato escrito, com as frases do art. 48, § 1º, é o passo seguinte, no guia do contrato. O handoff não substitui a assinatura.

Posso deixar o card "quase cliente" até a ficha ficar bonita?

Não. Ou converteu e alguém abre a entrada, ou ainda é lead e o funil segue. Limbo quebra os dois quadros.

Onde está o mapa de estágios?

No funil. Este texto não redesenha a jornada. Só fecha o card e abre o caso.

No fim

No sim, a captação fecha, o contexto mínimo fica escrito e uma pessoa abre a entrada. O contrato e a ficha vêm em seguida, nos guias deles. Dado a mais não viaja. Mensagem automática não orienta o cliente.

Quando o lead e o caso estão no mesmo lugar, a segunda não recomeça do chat. O PrazorJus faz o escritório por inteiro, no mesmo lugar do caso. Monitora prazos e intimações. Atende no WhatsApp 24 horas, agenda a reunião e faz o pós-venda de quem já é cliente, também fora do horário em que o escritório está aberto. A IA responde "como está meu processo?" com o que está na ficha e envia a atualização a cada 15 dias. Quem marca o sim e quem abre a ficha continua sendo o escritório.

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