
Quanto custa manter um escritório de advocacia pequeno
Manter o escritório pequeno é uma lista de linhas que você preenche com os seus números. Sem anuidade, alíquota ou aluguel inventados nesta página.
Manter um escritório de advocacia pequeno é saber quais linhas entram na conta do mês e quais são despesa da causa. Não é um total único para o Brasil.
No fim do mês a sensação é a de que está caro. Anuidade, contador, imposto, espaço, internet, ferramenta, uma custa, um deslocamento. Tudo vira um bolo. Sem linha, não dá para ver o que sustenta a banca e o que só passou pelo caixa.
Atualizado em 2026-10-28.
O que este guia resolve
Este texto lista as linhas. Você preenche com o que paga. Não há piso de anuidade, faixa de contador, alíquota nem aluguel nesta página. Qualquer número desses, colado aqui, envelhece ou mente conforme o estado e o regime.
O preço do serviço, com a tabela da seccional e sem valor reproduzido, está em como precificar. A escolha de atuar só ou em sociedade, também sem imposto, está em sócio ou autônomo. O custo da ferramenta, sem mensalidade, está em custo de software.
Quem lê sai com duas colunas: o que é do escritório e o que é da causa. O total é o seu.
Base legal
O art. 48, § 3º, do Código de Ética presume que custas e emolumentos são do cliente, se o contrato não dispuser o contrário. Se o advogado antecipar, pode reter o valor atualizado na prestação de contas, com comprovante. Custa não é custo de manter a banca. É linha da causa.
O art. 12 pede contas ao cliente no caso dele. Isso não é a planilha interna do mês.
O art. 42, IV, veda publicar a conta do escritório com nome de cliente para "mostrar a realidade". A lista de linhas fica dentro.
O art. 223 do Código de Processo Civil não espera a planilha. Organizar o custo não suspende o prazo. O § 1º não trata mês caro como justa causa.
Tributo, anuidade e aluguel não foram tabelados aqui. Confirme anuidade na seccional e tributo com o contador. Este guia não substitui os dois.
As linhas, sem número
Obrigação profissional: a anuidade de quem está inscrito. O valor e o calendário saem da seccional, não deste texto. Se houver desconto ou parcela, isso também se confirma lá. Na conta do mês, o que for anual se divide pelos doze meses em que a banca existe, para o boleto não parecer surpresa. O resultado dessa divisão é seu. Não se publica aqui.
Contador: uma linha fixa, com o que está incluso. Barato que gera retrabalho e caro sem entrega se reveem uma vez por ano com ele. Sem faixa de mercado nesta página.
Tributo: o contador fecha com o faturamento e o enquadramento. Não há percentual aqui. Pró-labore e encargo, quando existem, são outra linha. Misturar tributo da atividade com remuneração do sócio esconde as duas.
Espaço: o que você paga hoje, seja casa, sala compartilhada ou sala própria. Não há média nacional útil. Anote o fato. Energia e internet que a casa já teria podem ficar de fora ou entrar com o critério que você escrever. O critério fica na planilha, não vira regra deste artigo.
Ferramenta e telefonia: o que está aberto de fato, uma linha por assinatura. O julgamento de se a ferramenta segurou o ato, sem real, está no guia de custo de software. Várias assinaturas que repetem o mesmo dado são custo de atenção, além da fatura.
Custa e deslocamento da causa: variável, e em geral do cliente, no § 3º. Enquanto o reembolso não volta, o caixa sente. A linha existe para não chamar isso de "escritório caro". É valor em trânsito, com comprovante.
Captação, se houver: site, conteúdo ou anúncio. Dá para reduzir. Não é linha sagrada. Se não houver, a linha fica em zero, que também é um fato. Zero aqui é o seu lançamento, não uma recomendação.
O que a pessoa do escritório faz agora
Monte duas colunas. Mensal: contador, espaço, internet, telefone, ferramenta, e a estimativa de tributo que o contador já lhe deu para um mês típico. Anual dividido: anuidade e o que mais só vem uma vez por ano.
Some. Esse é o piso de manter sob o seu cenário. Faça a conta de um mês calmo e de um mês cheio se quiser faixa. Não use a média que ouviu no grupo.
Separe, na mesma folha, o que é despesa da causa. Custa com comprovante não entra na soma de manter. Honorário que entrou também não. Entrada é receita. O guia de fluxo de caixa separa o que caiu do que está aberto. Aberto não é saldo e não paga a anuidade.
Se a soma de manter, com os seus números, não cabe no que você combina de honorário, o próximo passo é o guia de precificar. Não é cortar o nome do prazo para "economizar atenção". O art. 223 não entra nessa economia.
Um mês no papel
No dia primeiro a anuidade não vence, mas a duodécima parte está na coluna anual. O contador está na coluna mensal, com o valor da fatura dele, não com uma faixa. O espaço está com o que saiu de fato.
No meio do mês sai uma custa. Ela vai para a coluna da causa, com o comprovante e o processo. Não aumenta o "custo fixo" da conversa de sexta.
No fim do mês duas assinaturas de ferramenta fizeram a mesma busca. A linha não ganha um percentual de desperdício. Ganha a pergunta do outro guia: havia duas fontes editáveis? Se sim, o custo é a fonte dupla, e a decisão é uma fonte, não um número inventado de horas.
A sexta não publica essa folha. O art. 42, IV, segue. A frase da semana, se a custa foi parar na coluna errada, é só separar. Não é uma meta.
O que a folha não responde
A folha não responde quanto o colega gasta, nem qual seccional é mais barata, nem se home office "sai de graça". Cada uma dessas perguntas pede fato de fora desta página. O que a folha responde é se a custa está na causa, se o anual está dividido e se a ferramenta aparece pelo que você paga, não pelo que um anúncio promete.
Se duas pessoas do escritório somam totais diferentes, abre-se o lançamento. A memória não desempata. Linha faltante se escreve, mesmo que o valor daquele mês seja zero. Zero escrito é diferente de linha esquecida.
A comparação com o mês anterior serve para ver se uma linha mudou de coluna. Não serve para calcular crescimento. Este texto não traz índice. Se a anuidade entrou inteira num mês só, o erro foi não ter dividido. O boleto pode vencer num mês. A conta de manter não explode nesse mês se a duodécima já estava escrita.
O que a folha também não faz: não escolhe sociedade, não fecha tributo e não define honorário. Três guias diferentes. Aqui o trabalho acaba quando as colunas estão honestas e a sexta consegue dizer, sem real publicado, se a causa e a banca estão separadas.
Erros comuns
Colar piso de anuidade, alíquota ou aluguel de um texto como se fosse o seu.
Tratar custa da causa como custo da banca.
Chamar cobrança em aberto de dinheiro que paga a conta do mês.
Comparar o seu total com o de outro estado sem alinhar regime e espaço.
Misturar tributo e pró-labore na mesma célula.
Publicar a planilha com nome de cliente.
Achar que mês caro suspende prazo.
Inventar retorno de ferramenta em reais. O guia de software não faz isso. Este também não.
Perguntas frequentes
Quanto custa, em reais, manter o pequeno?
Não há total aqui. Há linhas. O número é o da sua fatura, da sua seccional e do seu contador.
A anuidade tem um piso nacional nesta página?
Não. Confirme na seccional. Ratear o anual por doze é método. O valor rateado é o seu.
Sociedade paga anuidade diferente?
Este texto não afirma isenção nem piso. A forma de atuar muda a conta, e o contador fecha. O guia de sócio ou autônomo também não traz imposto.
Custa entra na manutenção?
Não como custo do escritório. É despesa da causa, art. 48, § 3º, com comprovante, salvo disposição do contrato. Enquanto não volta, o caixa sente, e a coluna deixa isso visível.
Software entra onde?
Na linha do que você paga de fato. Sem mensalidade de exemplo. Se a dúvida é se a ferramenta segurou o ato, o guia de custo de software responde sem real.
Isso define o honorário?
Não. Evita combinado que não sustenta a operação. O método do preço é o outro guia, com a tabela da seccional e sem número reproduzido.
Posso usar a média do grupo?
Não como fato. Média de grupo não é a sua fatura. A conta honesta usa o que saiu.
No fim
Manter o pequeno é lista de linhas, anual dividido por doze, custa na causa e total seu. Sem anuidade, alíquota ou aluguel inventados. Sem misturar receita com despesa. O art. 223 não espera a planilha ficar bonita.
Quando a linha está no mesmo lugar do caso, a sexta não chama de saldo o que ainda não entrou. O PrazorJus faz o escritório por inteiro, no mesmo lugar do caso. Monitora prazos e intimações. Atende no WhatsApp 24 horas, agenda a reunião e faz o pós-venda de quem já é cliente, também fora do horário em que o escritório está aberto. A IA responde "como está meu processo?" com o que está na ficha e envia a atualização a cada 15 dias. Quem preenche as linhas e quem confirma anuidade e tributo continua sendo o advogado, com a seccional e com o contador.
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