
Indicadores simples para os sócios do escritório de advocacia
Três fatos para a reunião dos sócios: fatal sem nome, o que entrou e o que está em aberto, e andamento visto antes do cliente. Sem meta inventada.
Atualizado em 2026-10-28.
Indicador simples, para os sócios, é um fato da semana que cabe numa frase: houve fatal sem nome, o que entrou e o que está em aberto, e se o cliente soube do andamento antes do escritório. Não é painel. Não é meta em percentual. Percentual de "escritório saudável" não foi lido em norma e não se inventa aqui.
O que este guia resolve
A reunião pede "os números" e cada um traz uma planilha diferente. Um fala de cansaço. Outro fala de caixa que inclui cobrança ainda não paga. Ninguém responde se o ato de quinta tinha dono. O indicador que serve é o que muda a decisão da semana, não o que enfeita o slide.
O caixa, com entrou, saiu e aberto, está em fluxo de caixa. O sinal de capacidade está em capacidade do escritório. Se a ferramenta segurou a semana está em se a automação pagou. O prazo está em prazos e automação. Aqui é o que os sócios leem juntos, em três linhas.
Base legal
Não há artigo que imponha indicador gerencial ao escritório.
No CPC compilado, lido em 2026-10-28, decorrido o prazo extingue-se o direito de praticar o ato (art. 223). Por isso a primeira linha é se houve ato sem nome. Não é vaidade. É o risco que a lei já descreve. Sobrecarga não é justa causa (§ 1º). O indicador não absolve. Só mostra.
No Código de Ética, a prestação de contas ao cliente é pormenorizada quando a causa acaba ou se desiste (art. 12). Isso não é o indicador dos sócios. Não se mistura a conta do cliente com o quadro interno. Custas adiantadas não são receita. O art. 48, § 3º, trata dessa despesa com comprovante. O fluxo de caixa separa. O indicador só não soma aberto com entrou.
É vedado divulgar lista de clientes (art. 42, IV). O quadro dos sócios é interno. Não sai em grupo aberto nem em exemplo público com nome de parte.
As três linhas
Fatal sem nome na semana: sim ou não, e o processo se for sim. Um caso basta para a linha não ser "tudo bem".
Entrou e aberto: honorário que caiu, e cobrança emitida que não caiu. Aberto não é caixa. A definição está no guia de fluxo. Aqui os sócios leem as duas palavras sem transformar aberto em saldo.
Andamento: o cliente trouxe notícia que a ficha não tinha? Sim ou não. Se sim, a captura não segurou. Não se discute humor.
O que não entra: nota de reunião, cliques, "sensação de crescimento", comparação com outro escritório. Não há base para isso neste texto.
O que a pessoa do escritório faz agora
Marque um horário curto, o mesmo da semana. Cada sócio chega com as três linhas já escritas, da ficha e do lançamento, não da memória.
Se a primeira linha for sim, a reunião não passa para ideia nova. O nome se escreve, ou se escolhe o guia de cobertura. Ideia nova em cima de fatal órfão não é gestão.
Se aberto e entrou estiverem somados, separe antes de decidir despesa. Pagar conta com cobrança que não caiu é o erro que o fluxo já marca.
Se o cliente soube antes, a conversa é a captura, não uma meta de mensagem. Mensagem sem leitura não melhora a terceira linha.
Anote a decisão em uma frase: o que muda na semana que entra. Sem frase, o indicador foi só leitura.
A reunião de sexta
Houve um protocolo sem nome até o meio-dia de quarta. A linha 1 é sim, com o número. Entrou o honorário de dois contratos. Três boletos seguem abertos. A linha 2 não soma os três ao que entrou. Um cliente mandou despacho na quinta antes da ficha mostrar. A linha 3 é sim, com esse processo.
A decisão da sexta é uma: na semana que entra, a lista do que vence abre antes da primeira audiência, como o SLA já diz, e o despacho da quinta vira exemplo de buraco de captura, não de "precisamos de mais slide". Não se cria um quarto número para parecer completo.
Como a frase da semana nasce
A reunião não começa pelo humor. Começa pela linha 1, lida em voz alta, com o número do processo se a resposta for sim. Se for não, a frase é "nenhum fatal sem nome". Não se enfeita. A linha 2 vem em seguida, em duas palavras separadas: o que entrou e o que segue aberto. Quem somar os dois na mesma frase volta e separa. A linha 3 é um sim ou um não: o cliente trouxe fato que a ficha não tinha.
A frase da decisão sai dessas três, não de uma quarta ideia. Se a linha 1 é sim, a frase é o nome no ato ou a cobertura daquela manhã. Se a linha 1 é não e a linha 2 mistura aberto com entrou, a frase é separar o lançamento antes de qualquer despesa. Se só a linha 3 é sim, a frase é o buraco de captura daquele processo, com quem lê o andamento. Uma frase. A segunda frase é assunto da outra semana.
O papel dessa frase é curto de propósito. Ela cabe no topo da anotação da reunião, não num relatório. Na segunda seguinte, a primeira pessoa que abre a lista confere se a frase virou ato. Frase que não virou ato não entra na reunião nova como "estamos acompanhando". Ou aconteceu, ou a linha 1 continua sim e a conversa recomeça dali.
Os sócios não levam a frase para o grupo de clientes nem para uma rede. O número do processo fica na reunião. O art. 42, IV, não abre exceção porque o indicador ficou apresentável. Indicador interno não é peça de divulgação.
O que a frase não faz: não substitui a prestação de contas do art. 12, não transforma aberto em caixa, não mede cansaço e não cria percentual. Se alguém quiser um quarto fato, ele espera a frase da semana estar cumprida. Quarto fato com a linha 1 ainda sim é distração.
Na sexta do exemplo, a frase foi a lista do que vence antes da primeira audiência, e o despacho da quinta como buraco de captura. Na segunda, a lista abre. Se não abrir, a reunião seguinte não discute apresentação. Discute por que a frase não saiu do papel. O indicador serviu quando a frase mudou a manhã. Serviu pouco quando só mudou o tom da conversa.
Erros comuns
Inventar meta percentual. Não há.
Somar cobrança em aberto como se tivesse entrado.
Levar nome de cliente para fora da reunião. O art. 42, IV, continua valendo.
Tratar o indicador como prestação de contas ao cliente. São quadros diferentes. O art. 12 é o do cliente.
Discutir ferramenta nova com a linha 1 em sim. Primeiro o nome no ato.
Medir a semana pelo cansaço de um sócio. Cansaço sem os três fatos não é este indicador. O guia de capacidade separa.
Perguntas frequentes
Quantos indicadores a lei manda?
Nenhum. Três fatos bastam para a reunião não virar desabafo: fatal sem nome, entrou e aberto, andamento visto ou trazido pelo cliente.
Posso ter um quarto, de peças feitas?
Pode, se for contagem interna sem meta inventada. Não substitui a linha do prazo. Peça feita com ato sem nome não melhora a semana.
Aberto entra no caixa da reunião?
Não. Aberto é cobrança que não caiu. O guia de fluxo explica. Somar é o erro que faz a despesa nascer em dinheiro que não está no banco.
Isso substitui a prestação de contas?
Não. Conta ao cliente é outro ato, art. 12 do Código de Ética, com o caso dele. Este quadro é entre quem decide o escritório.
E se os sócios discordarem do número?
Abre-se a ficha e o lançamento na hora. A memória não desempata. O fato escrito desempata.
Dá para comparar com o mês passado?
Dá para ver se a linha 1 repetiu sim. Não dá para calcular "crescimento" sem base. Este texto não traz índice.
Onde está o dinheiro em detalhe?
No fluxo de caixa. Aqui só se impede que a reunião chame de saldo o que ainda não entrou.
No fim
Os sócios leem três linhas: fatal sem nome, entrou e aberto, andamento antes ou depois do cliente. Sem percentual. Sem lista para fora. Sem misturar a conta do cliente. A decisão da semana cabe numa frase.
Quando o fato está no mesmo lugar do caso, a reunião deixa de juntar planilha. O PrazorJus faz o escritório por inteiro, no mesmo lugar do caso. Monitora prazos e intimações. Atende no WhatsApp 24 horas, agenda a reunião e faz o pós-venda de quem já é cliente, também fora do horário em que o escritório está aberto. A IA responde "como está meu processo?" com o que está na ficha e envia a atualização a cada 15 dias. Quem lê as três linhas e quem decide continua sendo o advogado.
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