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Integração com tribunais no escritório pequeno: o que você precisa ver
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Integração com tribunais no escritório pequeno: o que você precisa ver

O que o escritório precisa ver é o processo na base e o movimento depois. Não é a lista de todos os tribunais nem a aba de cada portal. Sem inventar cobertura.

Atualizado em 2026-10-28.

Integração com tribunais, para o escritório pequeno, é ver duas coisas: o processo está na base, e o que andou depois aparece sem abrir portal um a um. O resto, nome de tribunal e caminho de cada site, não é o trabalho da manhã. Este texto não lista tribunais cobertos. Essa lista não foi lida aqui, e muda. O que não muda é o que a ficha precisa mostrar.

O que este guia resolve

De manhã alguém abre um tribunal para cadastrar o que faltava. À tarde abre outro para ver se andou. À noite, "só conferir" em mais uma aba. O escritório não sofre de falta de portal. Sofre de operar o judiciário aba por aba, e ainda assim perder o ato.

A diferença entre trazer a carteira e acompanhar está em importar e monitorar. A captura e o alerta estão em monitoramento. A carga pela OAB está em consulta pelo número da OAB. A busca pelo documento da parte está em CPF e CNPJ. A conta do prazo está em prazos e automação. Aqui é o que olhar, não o mapa dos sites.

Base legal

A integração não é intimação e não substitui o marco legal.

No CPC compilado, lido em 2026-10-28, no diário eletrônico a publicação é o primeiro dia útil seguinte à disponibilização, e a contagem começa no primeiro dia útil seguinte (art. 224, §§ 2º e 3º). Decorrido o prazo, extingue-se o direito de praticar o ato (art. 223). O portal que ninguém abriu não suspende isso. A ficha que não viu o ato também não.

Sábado, domingo e dia sem expediente são feriados forenses para a contagem (art. 216). A tela do tribunal não reescreve o artigo. Quem conta é o guia de prazos, depois que o movimento foi visto.

Não há, neste texto, rol de tribunais, percentual de captura nem promessa de que todo feito do país entra sozinho. Onde a captura não alcança, o buraco tem nome. Não vira licença para a caça diária voltar a ser o método.

O que você precisa ver

Na ficha: o processo existe. Número, parte quando a consulta trouxe, e se está ativo. Isso é a carga. Sem processo na base, não há o que acompanhar.

Na fila: o que mudou desde a carga ou desde a última leitura. Isso é o acompanhamento. Carga sem fila é foto. O guia da diferença explica. Aqui basta não chamar as duas coisas de integração.

No buraco: o tribunal ou o feito que a rotina não mostra, escrito, curto. Alguém olha essa amostra. O resto do país não se abre "por garantia".

O que você não precisa operar: dezenas de abas, senha de cada portal na memória, print como arquivo. Se a manhã é isso, a integração não está na rotina. Está no discurso.

O que a pessoa do escritório faz agora

Pegue cinco processos ativos. Para cada um: está na base? Se andou na última semana, a ficha mostrou sem você abrir o tribunal? Se a resposta for não, esse processo não está integrado, esteja o contrato do sistema dizendo o que disser.

Os que falharem entram na lista curta do buraco, com o motivo: não estava na base, ou estava e não avisou. Não entre na lista "todos os tribunais".

O que avisou segue para leitura humana e, se houver prazo, para dono. A integração para quando o sinal existe. Não conta o prazo sozinha.

Não cobre o buraco com caça geral. Cubra o item. Se a lista do buraco crescer até parecer a carteira, o desenho falhou e a conversa é outra: o que a base realmente acompanha, processo a processo, não um slogan.

A amostra dos cinco não se escolhe entre os fáceis. Inclui o que vence na semana e o que o cliente mencionou. Processo quieto e bem comportado não prova integração. Processo que andou, ou que alguém diz que andou, é que prova. Se os cinco passarem, na semana seguinte a amostra muda. Não se repete o mesmo número para sempre e se chama isso de controle.

Quem chega novo no escritório faz o mesmo teste em três processos, com alguém do lado, antes de receber a senha de portal como método. A senha de portal é exceção do buraco, não o ofício. Se a senha for o ofício, a integração não está na rotina dessa pessoa.

Cinco processos na segunda

O primeiro está na base e o despacho de quinta apareceu na fila. Integração, neste item, ocorreu. Alguém lê e decide.

O segundo está na base e nada apareceu, mas o cliente diz que saiu decisão. Buraco. Abre-se esse processo, completa-se a ficha, anota-se o motivo. Não se abre o tribunal ao lado "já que estou aqui".

O terceiro não está na base. É carga, não acompanhamento. Entra pelo caminho que o escritório já tem, OAB, documento ou número, e o filme só liga depois.

O quarto é arquivo decidido. Não precisa do mesmo grito. Não entra na amostra dos ativos.

O quinto vence hoje. A fila avisou ontem. O nome está na ficha. A integração cumpriu a parte dela. O protocolo é gente. O art. 223 não se transfere para o portal.

Anote o resultado dos cinco em uma linha cada: viu, buraco, carga, arquivo, prazo com nome. Guarde a linha na rotina da semana, não num slide. Na outra segunda, outros cinco. Se o mesmo motivo de buraco se repetir, aí sim é padrão, e o padrão se trata, não cada aba. Motivo repetido sem tratamento é a caça voltando com outro nome.

Quem promete ao cliente "está tudo automático" sem ter feito os cinco desta semana promete o que não viu. A frase segura é: o que está na fila foi lido; o que está no buraco tem nome e dono da amostra. Mais que isso este guia não autoriza dizer. Se a amostra da segunda não foi feita, não se fala em integração na sexta. Fala-se em pendência. A pendência tem os números que faltaram. Sem número, a frase "estamos integrados" não entra na conversa com o cliente nem na reunião interna.

Erros comuns

Pedir a lista de todos os tribunais antes de olhar se a própria carteira está na base.

Chamar importação de monitoramento. A foto não é o filme.

Caçar aba porque um tribunal falhou, e transformar a exceção em manhã.

Achar que a tela do tribunal conta o prazo. O art. 224 continua no processo.

Guardar print como prova de que "viu". A ficha é que mostra se alguém viu a tempo.

Prometer ao cliente que nenhum movimento escapa. Onde não há captura, o buraco tem nome. Promessa sem amostra é falsa.

Perguntas frequentes

Quais tribunais estão integrados?

Este guia não lista. A lista de cobertura não foi lida aqui e não deve ser inventada. O teste é os seus processos: estão na base, e o movimento aparece?

Integração é a mesma coisa que intimação?

Não. Intimação e publicação têm marco no art. 224. A ficha avisa que houve movimento. Não substitui o ato nem inicia a contagem sozinha.

Se o sistema não mostra um tribunal, volto a abrir tudo?

Não. Você anota o buraco e olha essa amostra. A caça da carteira inteira não volta como método. O guia de retrabalho, se a equipe relê o diário por medo, é o complemento. Aqui o ponto é não alargar o buraco até virar rotina.

Importar a OAB já é integração?

É carga da carteira. O filme é o passo seguinte, se o acompanhamento estiver ligado. Os dois guias, OAB e diferença entre importar e monitorar, separam isso.

A integração protocola?

Não. Ela mostra. Quem lê, conta e protocola é o escritório. O art. 223 segue com quem advoga.

Preciso ver o portal todo dia para conferir?

Não como regra. A conferência diária é a fila do que entrou e a amostra do buraco conhecido. Portal um a um é o sintoma de que a ficha não está no lugar.

E o prazo em dobro e o feriado?

Não se leem na integração. Leem-se no guia de contagem, depois que o ato foi visto. A tela não aplica o art. 216 sozinha.

No fim

O que você precisa ver é processo na base e movimento na fila, mais um buraco curto com nome. Não é o mapa de todos os tribunais. Não é aba. O art. 224 e o art. 223 seguem no processo, com ou sem a tela aberta.

Quando isso aparece no mesmo lugar do caso, a manhã deixa de ser portal. O PrazorJus faz o escritório por inteiro, no mesmo lugar do caso. Monitora prazos e intimações. Atende no WhatsApp 24 horas, agenda a reunião e faz o pós-venda de quem já é cliente, também fora do horário em que o escritório está aberto. A IA responde "como está meu processo?" com o que está na ficha e envia a atualização a cada 15 dias. Quem lê o ato e quem completa o buraco continua sendo o advogado.

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