
Relatório jurídico para cliente
Relatório jurídico para cliente é o texto curto de onde o processo está. Copie o modelo. O despacho fica no processo. A frase que a pessoa relê sai depois da leitura de quem advoga.
Relatório jurídico para cliente é o texto curto que diz onde o processo está, em palavras que a pessoa do caso entende e pode guardar.
Atualizado em 2026-10-27.
O despacho continua no processo. A conta do dinheiro é outra peça, a prestação de contas. O toque de que algo andou está em avisar o cliente após o andamento. Este papel é o que a pessoa relê no dia seguinte, quando a mensagem do chat já desceu.
Antes do texto
O processo andou. Alguém do escritório viu a movimentação. O cliente pergunta de novo, no WhatsApp, o que aquilo significa. Sem um texto estável, cada resposta nasce na hora. Uma diz "está concluso". Outra diz "o juiz vai decidir". A pessoa fica com duas versões do mesmo dia.
O relatório existe para acabar com essa divergência. Uma frase, um fato, um próximo passo, uma data. Quem não leu o processo consegue repetir o texto sem inventar o resto.
Ele também separa o que o cliente precisa fazer do que o escritório já está fazendo. Se falta um documento, o pedido fica escrito. Se não falta nada, o texto diz isso. O silêncio não vira tarefa imaginária.
Base legal
As fontes são o Código de Ética e Disciplina, arts. 9º, 11 e 16, § 2º, da Resolução nº 02/2015 do Conselho Federal, e o Código de Processo Civil compilado, art. 489, I. Não há, nesses textos, um prazo legal do tipo "avise a cada tantos dias". O escritório escolhe o momento em que o andamento merece uma frase. A lei não inventa o calendário deste papel.
O advogado informa o cliente, de modo claro e inequívoco, sobre os riscos da pretensão e as consequências que podem advir da demanda (Código de Ética, art. 9º). Quando o andamento muda o risco, o relatório diz isso em palavras do dia. "Concluso" sozinho não cumpre o claro. O que a palavra significa no processo está em o que significa concluso para despacho. No relatório, a frase é a tradução: o processo está com o juiz para uma decisão, e o escritório não protocola nada neste intervalo, se for esse o caso.
No mandato, o advogado orienta a causa como lhe parecer mais adequado. Não se subordina a uma intenção contrária do cliente. Esclarece a estratégia (art. 11). O relatório não é o lugar de despejar a tese inteira, nem de prometer resultado. É o lugar de dizer o que aconteceu e o que vem agora, para a pessoa acompanhar a orientação sem precisar adivinhar.
O advogado não responde pela omissão do cliente quanto a documento ou informação que lhe devesse fornecer para o ato processual (art. 16, § 2º). Por isso o pedido de documento entra no texto, com o que falta e para qual ato. Se a pessoa não enviar, o registro existe. O chat solto não guarda isso com a mesma firmeza.
O relatório da sentença é outra coisa. Na sentença, o relatório contém os nomes das partes, a identificação do caso, a suma do pedido e da contestação, e as principais ocorrências (CPC, art. 489, I). Quem escreve esse trecho é o juiz. O papel deste post é a nota do escritório para o cliente. Colar o relatório judicial, ou chamar a nota de sentença, mistura as duas peças.
O que fazer agora
Abra a ficha do processo. Leia o último andamento e o que está pendente. Não escreva de memória da última ligação.
Anote quatro coisas, nesta ordem.
O fato. O que aconteceu, com a data da movimentação. Uma linha. Sem copiar o jargão do sistema.
O que o escritório faz agora. Protocola, aguarda, prepara a peça, ou não há ato imediato. Se nasceu prazo, o prazo ganha dono à parte. Esse passo está em monitoramento de processos. O relatório avisa o cliente. Não substitui o dono do prazo.
O que o cliente precisa enviar, se precisar. Nome do documento e para qual ato. Se não precisar de nada, escreva "nada a enviar".
A data do texto e quem o assina. O cliente precisa saber de quando é a frase. Um relatório sem data vira verdade eterna de um andamento velho.
Se a movimentação mudou o risco, acrescente uma frase clara, no sentido do art. 9º. Sem percentual inventado e sem previsão de resultado. "Há recurso da outra parte" é fato. "Vamos ganhar" não é relatório.
Um rascunho automático, se o escritório usar, alinha o time. Não sai para o cliente antes da leitura de quem advoga. O limite desse rascunho está em resumo de processos com IA. Quem ajusta a frase continua sendo o advogado. O art. 11 pede o esclarecimento. Não pede que a máquina fale no lugar de quem tem o mandato.
Guarde o texto no caso, junto da movimentação que ele explica. A próxima pergunta começa deste arquivo, não de uma mensagem antiga.
Se no mesmo dia saíram várias movimentações, o relatório cobre o que muda a posição do cliente. Lista o resto em uma linha, se for útil. Cinco textos no mesmo dia ensinam a pessoa a ignorar o próximo.
Se a pessoa pergunta e nada andou desde o último relatório, a resposta é essa. "Desde [data] não houve movimentação nova. O que estava pendente continua [igual]." Não invente andamento para preencher a tela. Não reenvie o texto velho com data nova, como se o processo tivesse se mexido.
O destinatário é a pessoa do caso, ou quem o contrato indicar para receber a informação. O relatório não vai para grupo aberto, nem para a parte contrária. O sigilo profissional independe de o cliente pedir reserva (Código de Ética, art. 36). Um texto claro para o cliente não é texto claro para todo mundo.
Erros comuns
Colar o despacho. O cliente não lê "intime-se a parte autora para que se manifeste". A tradução cabe em uma frase.
Prometer data que o processo não tem. "O juiz decide semana que vem" não está no andamento. Se não houver prazo escrito, o relatório diz que não há data marcada.
Misturar dinheiro. Valor recebido, custa e saldo são a prestação de contas. Neste papel, no máximo uma linha de que a conta segue em separado, se a pessoa perguntou os dois ao mesmo tempo.
Mandar versões diferentes no mesmo dia, uma no chat e outra no e-mail. O texto guardado no caso é o que vale. O toque só avisa que ele existe.
Tratar o relatório da sentença como se fosse esta nota, ou numerar o art. 489 como se ele obrigasse o escritório a um formato. O inciso I descreve a sentença. Não descreve esta minuta.
Inventar periodicidade legal. Nenhum artigo lido aqui fixa "a cada 15 dias" ou "todo mês". O critério é o andamento que muda o que o cliente precisa saber.
Modelo para copiar
Copie o bloco. Preencha os colchetes. Apague a linha de risco se o andamento não mudou o risco. Apague a linha de documento se não houver pedido.
RELATÓRIO DO PROCESSO PARA O CLIENTE
Cliente: [nome]
Processo: [número], [juízo]
Data deste texto: [data]
Quem escreve: [nome], OAB/[UF] nº [número]
O que aconteceu: em [data da movimentação], [fato em uma frase, sem o jargão do despacho].
O que o escritório faz agora: [protocola / aguarda / prepara a peça / não há ato imediato].
Prazo interno, se nasceu: [qual], com dono [nome]. Se não nasceu prazo, escrever "sem prazo novo".
O que você precisa enviar: [documento e para qual ato]. Se não precisar, escrever "nada a enviar".
Risco que este andamento altera, em linguagem direta: [frase, ou "este andamento não altera o risco já conversado"].
Este texto diz onde o processo está nesta data. Não é sentença. Não é a conta do dinheiro. A estratégia da causa segue com o advogado, que a esclarece (Código de Ética, art. 11). O pedido de documento, quando houver, fica registrado (art. 16, § 2º).
A citação do art. 11 e do art. 16, § 2º, fica no pé do modelo para lembrar a função do papel. Não é enfeite. Se o escritório não vai explicar a orientação nem registrar o pedido, o texto ainda não está pronto para sair.
Perguntas frequentes
Como fazer um relatório de um processo judicial?
Abra a ficha. Escreva o último fato, o que o escritório faz agora e se o cliente precisa enviar algo. Date e assine. Guarde no caso. Envie essa versão, não uma frase improvisada no chat.
O modelo de relatório jurídico simples é longo?
O modelo simples cabe numa tela. O cliente precisa saber onde o processo está. O detalhe da peça fica com quem advoga. Se o texto passou de uma leitura curta, ele virou minuta de trabalho, não relatório para o cliente.
O resumo da ficha já é o relatório?
O resumo alinha o time. O relatório é a frase que o cliente recebe, depois que quem advoga leu e ajustou. Os dois podem nascer do mesmo andamento. Só um sai com o nome do advogado para a pessoa do caso.
A lei manda enviar o relatório de quanto em quanto tempo?
Não, nos artigos lidos aqui. O art. 9º do Código de Ética pede informação clara sobre risco e consequência. Não fixa dia do mês. O escritório manda quando o andamento muda o que a pessoa precisa saber, ou quando ela pergunta e a resposta tem de ficar estável.
Relatório jurídico para o cliente é o relatório da sentença?
Não. O relatório da sentença é elemento da decisão, escrito pelo juiz, com os nomes, o pedido, a contestação e as ocorrências (CPC, art. 489, I). A nota do escritório explica o andamento para o cliente. Uma não substitui a outra.
Posso colar o despacho no lugar da frase?
Pode anexar o despacho para quem quiser ler. A frase do relatório continua necessária. O art. 9º pede modo claro. O jargão do sistema não é esse modo.
E se o cliente não mandar o documento pedido?
O pedido fica no texto, com a data. O art. 16, § 2º, afasta a responsabilidade do advogado pela omissão do cliente quanto a documento que lhe devesse fornecer para o ato. Sem o registro, essa omissão vira discussão de memória.
No fim
Relatório jurídico para cliente é o texto curto de onde o processo está. O fato, o próximo passo e o pedido de documento cabem no mesmo papel. A sentença e a conta do dinheiro ficam nas peças delas.
Quando o andamento pede uma frase, o prazo e a pergunta do cliente continuam no mesmo dia. O PrazorJus faz o escritório por inteiro, no mesmo lugar do caso. Monitora prazos e intimações. Atende no WhatsApp 24 horas, agenda a reunião e faz o pós-venda de quem já é cliente, também fora do horário em que o escritório está aberto. A IA responde "como está meu processo?" com o que está na ficha e envia a atualização a cada 15 dias. Quem lê o andamento, ajusta a frase e assina o relatório continua sendo o advogado.
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